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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Queijos e Vinhos: guia prático de harmonização



Que vinho e queijo formam a dupla perfeita, todo mundo já sabe. Mas nem todo mundo se sente seguro na hora de harmonizar esses dois elementos.

Por isso, a gente reproduz aqui mais uma dica da sommelière Helena Mattar, elaborada em parceria com a amiga Camila Dias. As fotos são de Bruno Geraldi.

Confira as dicas abaixo e tim-tim!



Com o queridinho da maioria, o queijo de cabra, experimente um Sauvignon Blanc. Pode ser um delicado Sancerre (Vale do Loire, França) ou um mais intenso do Chile e Nova Zelândia que despontam como ótimos produtores da uva. E como a gente nunca escolhe um único queijo… leve um Boursin que também vai super bem.



Para o Gouda, amarelinho e macio, um Chardonnay mais suntuoso, com um pouco de corpo e toques de madeira. Pode ser um Bourgogne clássico (França), mas um chileno ou um californiano são ótimas opções também. Mais um queijo pra harmonizar? O bom e velho Brie!



Para quebrar um pouco das uvas tipicamente francesas, vamos de Sangiovese! Ah os vinhos italianos…. deliciosos e ótimos companheiros para a mesa. Escolha um Sangiovese com um pouco de corpo e estrutura como um Vino Nobile de Montepulciano ou um Chianti clássico. Para não sairmos do país, compre o famoso Parmesão e um Taleggio, para ter algo de diferente.



Não nos esquecemos dos bons queijos “azuis”, não. Eles serão a sobremesa, acompanhados por vinhos doces. Sugerimos um mais conhecido, o Roquefort, e um mais inusitado, mas não menos gostoso: Stilton, um queijo inglês. 

As harmonizações mais conhecidas são o Roquefort com o Sauternes e o Stilton com o vinho do Porto. Pois bem, experimente assim e vice-versa e veja que combina mais. Se quiser, substitua o Sauternes por algum vinho de sobremesa do Sudoeste da França ou um Late Harvest de outra nacionalidade. As opções são inúmeras.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vinhos Doces para tomar na TPM

Naqueles dias de TPM não adianta: aumenta o desejo pelo consumo de doces e cada grama de açúcar parece gerar um conforto a mais.

E que tal dar uma animada nesses dias tão azedos com uma bela taça de vinho doce?

Para dar uma mãozinha na hora da escolha, a sommelière Helena Mattar explica quais são os principais tipos e como eles são feitos.

Confira abaixo algumas sugestões para você começar a se aventurar pelo mundo dos vinhos doces e tornar a sua TPM mais feliz.

1) Vinho Botrytizado ou com Podridão Nobre: são os vinhos doces mais conhecidos. Esse tipo de vinho tem um processo bastante peculiar e exige condições climáticas precisas: umidade pela manhã, sol e vento à tarde. Assim, permite-se que o fungo Botrytis Cinerea (considerado um fungo nobre) se desenvolva e ataque as uvas.

Essas uvas são colhidas tardiamente e à mão, de maneira que se tenham apenas os bagos atacados pelo fungo. Assim, todo o processo é mais lento que o dos demais vinhos e exige um grande trabalho manual que acaba por encarecer a bebida.

Se quiser algo mais tradicional, vá de Sauternes. O Schoder & Schyler 2008 é delicado e tem um bom custo benefício

Para um dia especial, o Tokaji Aszú Hétszolo 5 puttonyos 2001 é ideal. Bem dourado e com aromas marcantes de mel, damasco seco e geléia de laranja.

2) Vinho de Colheita Tardia ou Late Harvest: vinhos feitos com uvas colhidas tardiamente e super maduras. Desta forma, elas começam a desidratar e a concentrar açúcar. A diferença é que elas não têm os aromas do fungo nobre (Botrytis Cinerea) e, por isso, possuem mais aromas frutados. São delicados e deliciosos.

Experimente o italiano Cardeto L’Armida 2005 com aromas amplos de frutas exóticas (Cupuaçu!), mel e toques florais.





Outra opção um pouquinho mais cara, mas feita pelo grande produtor francês Alain Brumont, é oBrumaire Novembre 2007.

3) Vin Doux Naturel (VDN): um vinho francês feito pelo processo de fortificação. Nele, inicia-se a fermentação normalmente e, após as leveduras terem devorado açúcar suficiente para transformar a bebida em um vinho de 8% a 9% de teor alcoólico, o produtor interrompe esse processo adicionando um álcool neutro a 95%.

Isso mata as leveduras e parte do açúcar natural não é transformada em álcool, obtendo-se uma bebida naturalmente doce. Eles podem ser brancos como um Muscat de Beaumes de Venise ou tintos como um Banyuls.



Experimente o francês Banyuls do grande produtor M. Chapoutier, com intensidade de cor e frutas.

4) Vinho de Gelo: mais conhecido por Icewine ou Eiswein, tem um processo de produção que envolve um trabalho árduo. Isso porque a colheita das uvas é feita tardiamente, à noite, a uma temperatura de -8ºC para que se colham uvas quase congeladas.

As uvas são prensadas logo em seguida para que assim se mantenha sua água congelada e se obtenha um suco com alta concentração de açúcar.

Por conta da particularidade do clima, esse vinho não pode ser feito em qualquer país. Os grandes produtores são Alemanha, Áustria e Canadá.






Experimente o delicioso Icewine canadense Cave Spring 2004, feito 100% da uva Riesling.